ANADIA /ALAGOAS - Campos do Arrozal de Inhauns
Em meados do século XVII, o território ocupado pelo atual município de Anadia era um aldeamento indígena com a denominação de Campos do Arrozal de Inhauns, onde existia uma capela consagrada a São João Nepomuceno.
Ainda no século XVII, foi encontrada sobre uma pedra na Serra da Morena
uma pequena imagem da Virgem da Piedade, possivelmente perdida ou
deixada lá por algum fugitivo dos Palmares. Entretanto, acreditando ser o
achado uma providência divina, os moradores transportaram a imagem para
a capela e passaram a adorá-la. Não demorou e São João Nepomuceno cedeu o patronato para N. S. da Piedade.
O povoado foi elevado à categoria de vila em 18 de julho de 1801 com a denominação de Vila Nova de São João de Anadia, em homenagem ao Visconde de Anadia, ministro português que autorizou a criação da vila.
Em janeiro de 1802, o cônego visitador Joaquim Saldanha Marinho, com a
autorização do bispo D. José J. da Cunha Azevedo Coutinho, elevou
Anadia à categoria de Curato sob a invocação de N. S. da Piedade do Rio São Miguel e com subordinação eclesiástica à diocese de Maceió.
Não se sabe ao certo qual foi a primeira corrente de desbravamento no
território do município. Umas das possibilidades é a de que os
primeiros povoadores tenham procedido dos núcleos mais antigos da
região, vindo de Madalena (Marechal Deodoro), Bom
Sucesso (Porto Calco) e São Francisco (Penedo). Foram atraídos, segundo
Torquato Cabral, “pelos encantos de suas planícies, fecundidade de seu
solo e exuberância de seus vergéis“.
Outra possibilidade é a de que os povoadores exploraram o Rio São Miguel
e encontraram o aldeamento dos índios. Os rios eram, à época, as
principais rotas de desbravamento utilizada pelos colonizadores.
O São Miguel foi um dos primeiros rios a ser visitado pelos
portugueses, quando a expedição de Américo Vespúcio e Gonçalves Coelho
percorreu o litoral nordeste em 1501.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Anadia em 2 de janeiro de 1802.
Elevado à categoria de vila com a denominação de Anadia em 19 de julho de 1801. Instalado em 20 de dezembro de 1801.
Pela lei municipal nº 1, de 5 de outubro de 1893, é criado o distrito de Mar Vermelho e anexado ao município de Anadia.
Elevado à condição de cidade com a denominação de Anadia, pela lei estadual nº 86, de 25 de junho de 1895.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 2 distritos: Anadia e Mar Vermelho.
Nos quadros de apuração do Recenseamento Geral de 1º de setembro de
1920, o município é constituído de 3 distritos: Anadia, Mar Vermelho e
Tanque D’Arca.
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937.
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é
constituído de 3 distritos: Anadia, Mar Vermelho e Tanque D’Arca.
Assim permanecendo em divisão territorial datada 1º de julho de 1950.
Pela lei nº 1712, de 06 de agosto de 1953, é criado o distrito de
Canudos ex-povoado, criado com terras desmembrada do distrito de Tanque
D’Arca e anexado ao município de Anadia.
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1955, o município é
constituído de 4 distritos: Anadia, Canudos, Mar Vermelho e Tanque
D’Arca.
Assim permanecendo em divisão territorial datada 1º de julho de 1960.
Pela lei estadual nº 2431, de 3 de fevereiro de 1962, desmembra do
município de Anadia o distrito de Mar Vermelho. Elevado à categoria de
município.
Pela lei estadual nº 2507, de 1 de dezembro de 1962, desmembra do
município de Anadia o distrito de Tanque D’Arca. Elevado à categoria de
município.
Em divisão territorial datada de 12 de dezembro de 1963, o município é constituído do distrito sede.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.
Fonte principal: IBGE
Igreja Nossa Senhora da Conceição
















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